A Invocação de Espíritos é uma prática que remonta a tempos antigos. O Matemático Pitágoras desenvolveu o que seria a base dos mecanismos mais modernos para a comunicação com os mortos. Ele desenvolveu uma espécie de mesa girante com diversos símbolos místicos da época em que viveu. Seu equipamento serviu de base em forma e conceito para os mecanismos mais modernos e populares de Invocação de Espíritos.

Durante o século XIX, surge o movimento espírita. Com ele, relatos de fenômenos mediúnicos, mesas girantes girantes, objetos que se materializavam etc. A Invocação de Espíritos se tornou uma febre e as pessoas queriam a chance de se comunicarem com os mortos.

A Invocação de Espíritos passou a ser algo popular e se difundiu tanto nas classes altas quanto nas classes mais baixas. Essa popularização fez com que de distanciasse o conceito espírita da reunião mediúnica com o conceito puro e simples de Invocação de Espíritos. Desta maneira foram sendo desenvolvidos diversos mecanismos para a comunicação com o Além para aqueles que não iriam às sessões espíritas. Conheça alguns métodos.

Invocação de espíritos: Planchette

Invocação de espíritos pelo Planchette

A Planchette foi introduzida no mercado por volta dos anos de 1860. Era um mecanismo de psicografia. Também fez grande sucesso como jogo de Invocação de Espíritos, porém com breve reinado. Consiste em uma tábua com rodas e um espaço para colocar um lápis ou caneta, sobre uma folha de papel. Uma ou mais pessoas posicionam os dedos levemente sobre a pequena plataforma enquanto realizam questionamentos ou esperando a manifestação do espírito presente.

A comunicação através da Planchette permite que o espírito se manifeste de forma mais livre pois não depende de uma pergunta. Algo que se aproxima muito da psicografia dos centros espíritas. Os praticantes da Invocação de Espíritos por este mecanismo costumavam vendar os olhos como parte do ritual, para evitar interferências externas e manter a concentração. A Planchette deixou de ser popular devido à dificuldade de se entender o que estava escrito. Já que o lápis nunca deixava de tocar o papel.

Invocação de espíritos: um dos mecanismos mais famosos é a Tábua ouija.

Invocação de espíritos pela tábua Ouija.

A Tábua Ouija é um mecanismo muito próximo da mesa desenvolvida por Pitágoras. A origem do nome Ouija é a soma da palavra “Sim” em Francês e Alemão. Consiste em uma tábua com letras, números e palavras de ordem como: Sim, Não e Adeus. A Invocação de Espíritos e a comunicação com os mortos através desse mecanismo segue um ritual de introdução para chamar os espíritos e posterior questionamento.

Uma ou mais pessoas devem pousar levemente os dedos indicadores sobre uma seta em cima da mesa. Desta maneira conseguem canalizar a energia e deixar que o espírito presente conduza a seta até as letras ou palavras que ele desejar. Quando posicionados, os participantes devem perguntar se existe algum espírito, se ele deseja se comunicar, etc. Estabelecida a conexão, a comunicação se inicia com perguntas de Sim ou Não e avança para perguntas de formação de palavras. No entanto, quem está no comando é o espírito, que pode encerrar a conexão abruptamente ao indicar a seta para a palavra “Adeus”. Ainda com relação ao comando da conexão, a comunicação somente se encerra com o consentimento do espírito.

Ouija é um mecanismo muito popular que recebeu algumas variações como a famosa brincadeira do copo. No caso do copo, algo mais precário e desenhado na hora. Porém a Tábua Ouija original é algo mais elaborado. Inclusive, muito difundida no início do século XX. Era vendida para a população como um Jogo de Invocação de Espíritos. As famílias adquiriam a tábua acreditando na promessa de conversar com os mortos. O Público-alvo era, principalmente, aqueles que perderam parentes na Primeira Guerra Mundial.

Invocação de espíritos: o Pytho foi apresentado na Inglaterra nos anos 1890

Invocação de espíritos pelo Pytho

Nos anos 1890, surge um aparelho chamado Pytho que é uma nova promessa de Invocação de Espíritos. Esse mecanismo foi apresentado ao público através de jornais que falavam sobre o espiritismo. É um equipamento simples que consiste em uma manivela presa a um eixo central sobre um tabuleiro com números e letras para a formação de palavras.

No caso da comunicação com o Python, duas pessoas seguram a manivela, cada um de um lado. Esta manivela está ligada a um ponteiro que vai indicar letras e números. Este mecanismo é semelhante à Tábua Ouija, com alguns elementos a menos e a presença de metais. Uma novidade na época, já que ainda não se sabia muito a respeito da energia dos espíritos que se manifestam em materiais condutores de eletricidade.