O Papa João Paulo I teve um papado curto. 33 dias. De personalidade forte, não se deixou levar pelo medo e iniciou um trabalho de caça à corrupção nos bastidores da Igreja, especificamente dentro do Vaticano.

Esta tentativa de elucidar crimes recorrentes na Cúria Romana, fez com que um plano fosse arquitetado para matar o papa e, desta forma encerrar as investigações. Antes que elas ganhassem força esse plano teria sido posto em prática com grande êxito.

Há muita controvérsia nesta história, pois o Papa João Paulo I foi dado morto em função de um ataque cardíaco. Logo Após uma reunião com um cardeal, após tomar seu chá, o Papa teria passado mal e morrido.

A conspiração tem uma linha que liga essa possível reunião com o assassinato. A história que circula diz que a KGB (Polícia Investigativa Russa) havia entrado em contato com um dos secretários do Papa. Este secretário teria alguns casos que depunham contra ele como: dívidas não pagas e outros detalhes não revelados, que poderiam fazer com que ele fosse expulso da Igreja.

Estes dados estavam em posse da KGB que utilizou-os para atrair este secretário para um encontro. O secretário tinha acesso aos aposentos do Papa e seria fundamental para o acesso de um provável assassino.

O encontro teria sido marcado em um hotel onde, dentro do armário do quarto, havia uma câmera filmadora escondida e microfones espalhados. O Secretário teria ido até o encontro com um agente da KGB. Durante este encontro o agente teria sido cordial e explicara a situação do secretário em relação a seus crimes.

Então o Agente, com a desculpa de ir buscar documentos, deixou o secretário sozinho no quarto. Então uma Prostituta, contratada pela KGB, entrou no quarto e serviu vinho ao Secretário do Vaticano. Ele mal poderia imaginar oq ue estaria por vir. Certo de sua inocência, esperava ansiosamente os documentos.

O secretário tinha certeza da falsidade de documentos que o ligavam a crimes que ele não havia cometido. Porém o agente da KGB não voltou. Apenas a prostituta começou a se insinuar para o secretário e tentou seduzi-lo. Como ele resistiu, ela então se jogou em cima dele e passou a simular uma relação sexual com ele.  Por ter feito voto de castidade e se dedicar inteiramente à Igreja, o secretário tentava se desvencilhar, porém o vinho que ele havia tomado, impedia sua reação. Estava sedado e a prostituta não teve dificuldade em forjar uma transa com o secretário.

De posse das imagens filmadas escondidas e do áudio editado do encontro, o agente da KGB teria chantageado o secretário. Disse que não havia nada contra ele antes do encontro, mas que divulgaria aquelas imagens ao Vaticano caso ele não cedesse cópia das chaves que desses acesso ao Papa João Paulo I.

O objetivo do acesso ao Papa nunca foi revelado ao secretário mas, com sua reputação em jogo, ele acaba cedendo à chantagem e entrega cópias das chaves que poderiam facilitar o trabalho de um provável assassino, além de um relatório completo de horários e agenda do Papa.

A partir daí, rapidamente, o plano final teria sido posto em prática. Decidido o dia e a ocasião teriam envenenado o Chá de João Paulo I para tirar apenas a sua vida. Fazendo parecer uma morte natural e sem deixar vestígios.

Depois de sua morte, estaria aberto o caminho para João Paulo II, eleito justamente por ser polonês. A Polônia fazia parte da União Soviética, sede da KGB. A eleição de João Paulo II seria estratégica para acobertar o fato. Ele tinha boa reputação e não mantinha contatos com os corruptos que queria encerrar as investigações.

Não existem provas sobre as diversas teorias ou mesmo algo que prove que o Papa foi realmente assassinado. Mas e Se For Verdade?

Existem outras teorias e alguns livros a respeito da morte de João Paulo I, você pode ler mais clicando aqui.